Por que devemos participar do 14º FNESP: “Empreendedorismo e Inovação”, organizado pelo SEMESP?

Para que servem os Congressos, Fóruns e Seminários? Para formar pessoas; apresentar as novidades e tendências; discutir ideias e fomentar o networking. É nesse sentido que o 14o. FNESP do SEMESP propõe como tema central do encontro o “Empreendedorismo e Inovação”.

Tais assuntos não são novidades em nossos debates. Entretanto, quando a referência é a dinâmica das instituições de ensino superior (IES), precisamos tentar responder algumas questões estratégicas: A gestão e a cultura de nossas IES são empreendedoras? Há equipes de liderança empreendedora? Como o tema do empreendedorismo aparece no currículo? Formamos pessoas empreendedoras para o mercado de trabalho? Provavelmente, ainda há dificuldades em responder, de forma positiva, estas perguntas.

O FNESP é um momento oportuno para os gestores das IES conhecerem as melhores práticas adotadas no ensino superior. Em 2012, o evento apresentará as boas experiências em empreendedorismo e inovação.

O SEMESP busca cumprir o papel de formar líderes para a gestão contemporânea das IES ao propor a discussão de temas que, nos próximos anos, precisarão ser enfrentados por aqueles que estão à frente de uma instituição de ensino.

O Fórum sempre contribuiu para que os gestores pudessem tornar suas IES mais competitivas, agregando valor. O setor da educação superior, por sua vez, não mais tolerará modelos tradicionais de gestão. Sem a inovação, o gestor correrá o perigo de oferecer “o mais do mesmo”, tanto para a sociedade, como para os estudantes.

Para o 14º FNESP, o SEMESP convidou palestrantes brasileiros e estrangeiros. A dinâmica do sistema nacional de educação superior e a internacionalização exigem que os gestores das IES, independente do tamanho e da capacidade econômica, conheçam os melhores parâmetros da educação superior para que possam implantar em suas instituições, ações e programas que agreguem valor perceptível por parte da sociedade e de seus estudantes.

O comentarista da CBN e da Rede Globo, Max Gehringer, já confirmou a sua participação no evento. Ele irá propor ações e pontuará as atitudes para a formação de pessoas empreendedoras para o mercado de trabalho. Sabemos que Gehringer se tornou, nos últimos anos, uma referência em análise do perfil do profissional que os empregadores almejam em contratar. Uma das questões que precisamos pensar como gestores é: Será que estamos formando pessoas preparadas para ocuparem os cargos que existem no mercado de trabalho? Outra reflexão interessante que trará Gehringer, será sobre o comportamento ético e a postura profissional adequada que devem ter aqueles que se interessam em ocupar as vagas ofertadas pelos empregadores.

O 14º FNESP contará também com uma mesa de discussão sobre a relação entre IES e empresa. Nesta, será apresentada uma pesquisa coordenada pelo SEMESP e FIESP, realizada pela Toledo e Associados. Sabemos que não é possível formar pessoas com pouco preparo para que possam atender às demandas dos empregadores. Por outro lado, os gestores, em seus diversos níveis, precisam estar atentos à dinâmica do mercado de trabalho. Será que a IES e empresa falam a mesma linguagem?

Também estão confirmados para o evento Custódio Pereira, Flávia Feitosa e José Roberto Covac. Pereira é, no Brasil, o maior especialista em fundraising. Santana apresentará o case do SENAC, enfatizando as mudanças que qualificaram a gestão através do empreendedorismo. Covac será o responsável por discutir os entraves da burocracia.

A abertura do 14o. FNESP será feita por José Cordeiro, venezuelano da Singulary University, do Vale do Silício, Califórnia. Especialista em inovação, Cordeiro apresentará para as IES alguns exemplos de como aprimorar a competitividade. Teremos a participação de M. Ramesh, economista indiano que trabalha no Instituto de Educação de Hong Kong e na Universidade de Singapura. Ramesh irá argumentar que é preciso superar as barreiras da burocracia para permitir a inovação e a competitividade econômica.

No que se refere à inovação e ao estilo empreendedor na governança e gestão, teremos a oportunidade de conhecer o case da Universidade de Warwick, da Inglaterra. Koen Lamberts, Vice-Chanceler, apresentará os caminhos percorridos por Warwick para superar as dificuldades financeiras e transformar-se em uma das principais universidades empreendedoras do mundo.

Já Joel Shulman trará o case da Babson College, considerada a principal IES empreendedora dos Estados Unidos. Shulman discutirá o tema da cultura empreendedora e da implantação do empreendedorismo no currículo.  Veremos que valorizar o empreendedorismo não envolve, somente, o ato de implantar uma disciplina no currículo, mas, também, trata-se de uma questão de concepção e cultura.

As IES inovadoras e empreendedoras buscam alternativas em seus projetos acadêmicos e administrativos. Em um ambiente competitivo, é preciso visualizar as oportunidades e ousar nos projetos institucionais para criar um “círculo virtuoso”. É importante pensar no custo da inovação, mas, com a mesma importância devem ser considerados os benefícios. Será que a inovação pode agregar valor e aumentar a captação de recursos financeiros? Acredito que a gestão sem ousadia não será suficiente para manter a competitividade de nossas IES. Como poderemos inovar se não pensarmos de forma diferente?

Por isso, é compromisso do SEMESP manter seus associados, parceiros, gestores, pessoal acadêmico e administrativo, consultores e estudiosos da educação superior sintonizados com os temas contemporâneos. Assim, o FNESP deste ano tem a pretensão de formar e capacitar pessoas que contribuam para a competitividade e sustentabilidade das IES. Pessoas empreendedoras e inovadoras são os talentos que podem garantir o sucesso dessas instituições.

O 14º FNESP acontecerá entre os dias 20 e 21 de setembro. Até lá, teremos este blog como uma alternativa de reflexão e debate sobre empreendedorismo e inovação.

Espero que comentem os textos publicados. E peço para que, por gentileza, relatem ações ou programas de inovação e empreendedorismo de suas IES.

Assim, proponho que iniciemos o debate com uma pergunta inicial: Como as IES podem inovar e serem empreendedoras?

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Sobre Fábio José Garcia dos Reis

Diretor de Operações do Centro Universitário Salesiano de São Paulo na Unidade de Lorena. Visiting Scholar no Boston College (2010), coordenador do Curso de Gestão Universitária do UNISAL, autor de artigos e livros e especialista em tendências da educação superior, doutor em História Social pela USP.

Publicado em 28 de junho de 2012, em 14º FNESP e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Parabéns pela iniciativa. O empreendedorismo é sem dúvida um diferencial competitivo para as IES.
    A FACISA-Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde em Viçosa-MG iniciou neste ano um projeto inovador, além de implantar a disciplina “Empreendedorismo e Plano de Negócio” está, juntamente com os coordenadores de cursos e professores, abrindo empreendimentos nas áreas de competência da instituição. Estes negócios visam inicialmente o mercado regional e em 2013 já teremos condições de iniciar o processo de expansão dessas empresas franqueando aos formandos. Então, além da formação profissional a instituição investe no desenvolvimento de empreendedores e oferece ao aluno no final do curso um modelo de negócio para ser implantado em outra cidade.

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